25 outubro 2015

Avaliação de Adjuvantes Condicionadores Hídricos e Redutores de Deriva nas Aplicações de Agroquímicos.


Avaliação de Adjuvantes de Calda nas Aplicações de Agroquímicos

Avaliação do Efeito de Redução da Deriva nas Pulverizações


Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.
Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br


Estima-se que em média as perdas anuais por evaporação e deriva nas pulverizações estão na ordem de 30% a 40% do total dos defensivos agrícolas aplicados em todas as fases dos tratamentos químicos realizados pelos produtores em diversas culturas comerciais. 

Essas perdas dos agroquímicos para fora das áreas de aplicação poderão atingir diretamente as áreas sensíveis próximas (florestas, rios, lagos, etc), colocando em risco a segurança da equipe operacional e do meio ambiente.

Adjuvantes de calda são extremamente importantes para o sucesso de uma estratégia de controle da deriva nas pulverizações e influenciam diretamente nas maiores taxas de recuperação de agroquímicos sobre os alvos, possibilitando a realização do controle químico nas horas mais adversas do dia, mesmo em altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e fortes rajadas de vento, com o mínimo risco de perdas das gotas finas e muito finas.




Atualmente no Brasil existem mais de 700 (setecentas) marcas de adjuvantes de calda para as pulverizações. No mundo todo esse número supera a magnitude de 4.000 (quatro mil) fórmulas registradas, produzidas em quase todos os Países com maior expressão agrícola.

O objetivo dessa matéria técnica é orientar os produtores e as empresas que comercializam os adjuvantes de calda organo-siliconados, lecitinados, glicerinados, parafinados, dentre outros, sobre a grande importância do monitoramento da qualidade desses produtos, através da realização periódica de avaliações práticas do controle da deriva em bancada (ambiente controlado) e diretamente no campo (condições meteorológicas adversas).




O objetivo das avaliações utilizando equipamentos em bancada ou realizadas diretamente no campo com pulverizadores foi observar a capacidade dos adjuvantes em reduzir a deriva nas pulverizações de gotas com classificação de tamanhos finas para muito finas, em ambientes controlados e em condições meteorológicas adversas. 

Através da análise visual das fotos e dos vídeos apresentados a seguir, registrados durante as avaliações dos adjuvantes, é possível constatar a grande eficiência de algumas marcas notadamente conhecidas de adjuvantes de alta qualidade no quesito efeito de redução da deriva nas pulverizações de gotas finas e muito finas.


Avaliação do Adjuvante ADIMEL (Servalesa - Noble Agri)

É possível constatar através da filmagem da avaliação do adjuvante ADIMEL o início do efeito de redução da deriva no tempo de 16 segundos, somente após cerca de 12 segundos o produto ser adicionado à água da pulverização. Aproximadamente 30 segundos após o início do efeito da redução da deriva, percebe-se a completa proteção das gotas com classificação de tamanhos “finas para muito finas” pelos compostos antievaporantes, umectantes e espessantes presentes na formulação, resultando em uma maior homogeneidade dos tamanhos de gotas produzidas e menor PRD (Potencial de Risco da Deriva). O PRD é a porcentagem de gotas produzidas em uma pulverização com tamanhos inferiores a 100 micra (mesmo diâmetro de um fio de cabelo).

A ponta de pulverização utilizada nos testes em bancada foi a de jato tipo cone vazio KGF COAP 800067 (Verde Militar - ISO), produzindo gotas com classificação de tamanhos "finas para muito finas" (80 a 120 micra), simulando uma aplicação no volume de 20 litros por hectare (50 PSI).


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Durante a avaliação prática em campo do efeito de redução da deriva pelo adjuvante ADIMEL, utilizando uma ponta de jato tipo cone vazio KGF COAP 8003 (Azul - ISO) nas aplicações em base aquosa, foi possível visualizar uma grande porcentagem de gotas finas em suspensão (PRD: > 60%), muito suscetíveis às perdas por deriva, sendo levadas pelo vento até distâncias indeterminadas (00:00 a 00:15). Após a adição do adjuvante ADIMEL diretamente no tanque do pulverizador, promovendo o condicionamento da calda, foi possível visualizar um rápido controle da deriva e a redução significativa dos riscos de perdas (00:15 a 00:30). Os compostos antievaporantes do adjuvante ADIMEL possibilitaram um maior tempo de vida para as gotas finas, que sofreram menor evaporação, mantendo o seu peso e a sua velocidade constante de queda, atingindo os alvos mais rapidamente.


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Avaliação do Adjuvante Orgânico DOUBLE UP (Sagros Korea Bio)

No inicio da avaliação do adjuvante DOUBLE UP, durante a pulverização somente da água, é possível visualizar as gotas finas e muito finas em suspensão, sem direção definida, muito suscetíveis às perdas por deriva (PRD > 60%). Após a adição do adjuvante DOUBLE UP na água da pulverização, percebe-se nitidamente os tamanhos mais homogêneos das gotas e com direção de queda mais definida, além do grande aumento do ângulo de abertura dos jatos de pulverização (> 90 graus). Somente um bom adjuvante de calda possibilita uma visualização desses excelentes efeitos benéficos para as pulverizações.


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Avaliação do Adjuvante BASFOLIAR F-PLUS (Compo Expert)

O eficiente adjuvante BASFOLIAR F-PLUS é posicionado para as aplicações de inseticidas e fungicidas (pH entre 5 e 6) em diversas culturas. Os tamanhos das gotas que mais atendem essas aplicações são as que recebem a classificação "finas para muito finas", com diâmetros inferiores a 200 micra (semelhante ao diâmetro de um fio de linha de costura), tamanhos muito suscetíveis às perdas por deriva. 

É possível constatar, através da análise visual da avaliação em bancada, que o adjuvante BASFOLIAR F-PLUS promoveu uma excelente proteção das gotas finas e muito finas da pulverização, condicionamento possibilitado pelos compósitos organo-siliconados e pela alta concentração do composto D-Limoneno presentes em sua avançada formulação. O rápido tempo de resposta no controle da deriva, a perfeita definição do jato de pulverização, além do excelente ângulo de abertura, posicionam o BASFOLIAR F-PLUS como um dos mais eficientes adjuvantes atualmente comercializados no mercado agrícola do Brasil.


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Nas fotos abaixo, as demonstrações práticas em campo do excelente efeito de redução da deriva do adjuvante BASFOLIAR F-PLUS, durante treinamentos em tecnologia de aplicação ministrados para a competente equipe técnica das estações de pesquisa da conceituada empresa Souza Cruz - British American Tobacco Plc (Mafra SC – Rio Negro PR).






Avaliação do Adjuvante FULLTEC (Spraytec - Grupo Agrolatina)

É possível visualizar nitidamente o rápido efeito de redução da deriva na avaliação em bancada do eficiente adjuvante FULLTEC. A rápida solubilidade total do adjuvante FULLTEC na água possibilita a instantânea proteção das gotas finas produzidas resultando no imediato controle da deriva nas pulverizações. A grande capacidade de aumento da viscosidade da calda pelo adjuvante (efeito espessante) beneficia a maior homogeneização dos tamanhos de gotas, possibilitando um maior ângulo de abertura dos jatos de pulverização.


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Nos vídeos abaixo, durante treinamentos em tecnologia de aplicação ministrados para as competentes equipes técnicas e comerciais da conceituada empresa Spraytec nos Estados do Mato Grosso e Paraná, foi possível constatar o excelente efeito de redução da deriva nas pulverizações de gotas finas com o uso do eficiente adjuvante FULLTEC, mesmo em condições meteorológicas extremamente adversas, com altas temperaturas, baixa umidade e fortes rajadas de vento.


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Avaliação do Adjuvante MASTER FORTH (Master Agro)

Analisando os resultados da avaliação do adjuvante MASTER FORTH, é possível constatar a grande eficiência desse produto na proteção das gotas finas e muito finas das pulverizações, possibilitando um excelente controle da deriva. O adjuvante MASTER FORTH apresenta uma rápida solubilidade em água e consequentemente uma rápida resposta na redução total da deriva, além da maior homogeneização dos tamanhos de gotas e formação do maior ângulo de abertura do jato de pulverização, através dos compostos surfactantes e espessantes presentes em sua formulação.


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Demonstrador de Adjuvantes de Calda e Redução da Deriva 

Seguem abaixo fotos e videos de um avançado modelo de demonstrador de bicos (pontas) de pulverização e de adjuvantes de calda desenvolvido e comercializado em todo o Brasil pela empresa KGF (www.bicoskgf.com.br), conceituada fabricante de bicos cerâmicos de pulverização.







Os demonstradores de bicos (pontas) de pulverização e de adjuvantes sempre foram muito utilizados em feiras ou outros eventos agrícolas nas apresentações de diferentes modelos de bicos e tamanhos de gotas por empresas fabricantes desses produtos ou revendas.

Atualmente, em função do grande número de empresas fabricantes de adjuvantes em todo o Brasil, a maior parte desses demonstradores estão sendo utilizados pelos fabricantes e revendas de adjuvantes para as apresentações dos efeitos de redução da deriva nas pulverizações.


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Há mais de 15 anos venho ministrando treinamentos e desenvolvendo projetos de consultoria na área de tecnologia de aplicação de agroquímicos em todos os Estados do Brasil e também no Exterior. Desde 2008 já avaliei mais de 200 (duzentas) marcas de adjuvantes de calda para as pulverizações (nacionais e importadas) e posso afirmar, com conhecimento de causa, que muitos desses produtos atualmente comercializados no Brasil necessitam de melhoramentos em suas formulações, pois não apresentam todos os efeitos desejáveis pelo mercado agrícola, necessários para a melhoria da qualidade da água e da calda a ser preparada para as pulverizações.

As avaliações de redução da deriva realizadas em laboratório (bancada) e em campo (simulações de pulverização), por mais simples que possam parecer, definem a escolha do adjuvante e são dignas de nossa atenção pois, da mesma forma como existem excelentes adjuvantes de calda no mercado, existem também aqueles que não apresentam a qualidade e a segurança necessária para as aplicações de agroquímicos.


Observação: Vídeos melhor visualizados no Mozila Firefox.


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Todos os direitos autorais sobre as marcas, obras ou criações de qualquer natureza disponibilizadas neste site, pertencem ao Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Jr, idealizador dos sites www.pulverizador.com.br, www.scribd.com/pulverizador e www.pulverizador.blogspot.com ou a terceiros que autorizaram o uso de sua propriedade intelectual. Sendo assim, é terminantemente vedada a distribuição, representação, publicação, uso comercial e/ou utilização de tais materiais, no todo ou em parte, sem a prévia e expressa autorização do Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Junior. A violação destes direitos é crime, e seu infrator está sujeito às penalidades legais previstas nas Leis 9.610/98 e 9.279/96 e no art. 184 do Código Penal Brasileiro, bem como ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados.

21 outubro 2015

Treinamento em Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes: COMPO EXPERT & Revenda FitoVet (Cordislândia - Minas Gerais).


Treinamento Avançado em Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes

Desenvolvimento de Novas Técnicas e Tecnologias para Pulverizadores Autopropelidos

COMPO EXPERT & Revenda FitoVet

Fazenda Campo Redondo

Cordislândia - Minas Gerais


Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.

Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br


Os trabalhos práticos desenvolvidos na Fazenda Campo Redondo utilizando o pulverizador autopropelido Massey Ferguson MF9030, realizados em parceria com as competentes equipes das empresas COMPO EXPERT e Revenda FitoVet, objetivaram o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de agroquímicos em baixos volumes de caldas condicionadas pelos eficientes adjuvantes Basfoliar H-PLUS e F-PLUS.




Participaram dos trabalhos práticos os profissionais Sr. Luiz Toshiba (Compo Expert), Sr. Anderson Santos (FitoVet Cereais) e Sr. Matheus Gonçalves (FitoVet Café), colaborando de maneira significativa durante a realização das seleções de bicos (pontas) de pulverização e nas demonstrações dos adjuvantes Basfoliar H-PLUS e F-PLUS.




Mereceram destaque durante os trabalhos práticos em campo as demonstrações da alta capacidade de redução da deriva nas pulverizações com o adjuvante BASFOLIAR F-PLUS, posicionado para as aplicações de inseticidas e fungicidas (efeito tamponante do pH entre 5 e 6), protegendo as gotas finas e muito finas necessárias para uma melhor penetração e distribuição nas folhas localizadas nos terços inferiores das plantas em culturas adensadas.





Objetivando atender as necessidades das equipes gerenciais e operacionais da Fazenda Campo Redondo no tocante à formatação do pulverizador autopropelido Massey Ferguson MF9030 para as aplicações em maiores volumes de calda, foram avaliadas as pontas (bicos) de pulverização (vazões 02 Amarelo e 03 Azul) de uso padrão para volumes entre 100 litros/ha e 120 litros/ha, objetivando determinar variadas possibilidades estratégicas de tamanhos de gotas com classificação de tamanho "grossas" para condições meteorológicas adversas (altas temperaturas e baixa umidade relativa).





As novas técnicas e tecnologias em pontas de pulverização apresentadas para as equipes da Revenda FitoVet e da Fazenda Campo Redondo, como também as demonstrações em campo dos atributos dos avançados adjuvantes Basfoliar H-PLUS e F-PLUS, objetivaram concientizar esses competentes profissionais sobre as vantagens e benefícios das possibilidades de aplicação de agroquímicos em baixos volumes (< 50 litros/ha).




A redução do volume de calda (SEMPRE matendo as doses dos agroquímicos indicadas pelas indústrias fabricantes) objetiva o mais racional e melhor uso da água nos trabalhos de pulverização e a preservação do meio ambiente. A economia da água nas operações de aplicação, através da adoção de novas técnicas e tecnologias para baixos volumes, possibilita maiores rendimentos operacionais, melhor aproveitamento dos melhores horários de aplicação, melhor "timing", com menores custos para os produtores e para empresas da área agrícola.





Foram realizadas demonstrações de aplicações em baixo volume (< 50 litros/ha), médio volume (50 a 100 litros/ha) e alto volume (> 100 litros/ha), selecionando bicos (pontas) de pulverização comumente utilizados pela Fazenda Campo Redondo, nas aplicações em altos volumes, também demonstrando novas pontas de jato tipo cone vazio para aplicações em condições meteorológicas favoráveis.

As pontas de jato plano duplo defletor 03 (azul), aplicando o volume de 120 litros por hectare, produziram gotas com classificação de tamanhos grossas para muito grossas, conseguindo excelentes resultados nas deposições, em densidades satisfatórias (entre 20 a 40 gotas/cm2) sobre os coletores de gotas (papéis sensíveis à água).






As pontas de jato plano duplo defletor 02 (amarelo) aplicando volumes de 100 litros por hectare, produziram gotas com classificação de tamanhos grossas para médiasconseguindo excelentes resultados nas deposições sobre os coletores de gotas (papéis sensíveis à água), em densidades satisfatórias (entre 50 a 70 gotas/cm2).





Nas fotos abaixo, demonstrações de aplicações em baixos volumes e ultra baixos volumes (20 a 50 litros/ha), com os bicos (pontas) de pulverização KGF CO-I de jato tipo cone vazio 800067 (Verde Militar - ISO) e 8001 (Laranja - ISO), na equipagem do pulverizador autopropelido Massey Ferguson, aplicando na velocidade de 10-12 km/h, em condições meteorológicas favoráveis.

Nas fotos abaixo, as deposições de gotas depositadas nos cartões sensíveis à água com classificação de tamanhos finas produzidas pelo bico (ponta) de pulverização de jato tipo cone vazio KGF CO-I 8001 (Laranja - ISO), nas aplicações de 50 litros/ha, conseguindo excelente cobertura sobre os alvos em densidades satisfatórias (> 70 gotas/cm2).






Nas fotos abaixo, as deposições de gotas depositadas nos cartões sensíveis à água com classificação de tamanhos finas para muito finas produzidas pelo bico (ponta) de pulverização de jato tipo cone vazio KGF CO-I 800067 (Verde Militar - ISO), nas aplicações de 20 litros/ha, conseguindo excelente cobertura sobre os alvos em densidades satisfatórias (> 70 gotas/cm2).






Agradecimentos especiais aos compatentes profissionais Sr. Luiz Toshiba (Compo Expert), Sr. Anderson Santos (FitoVet Cereais) e Sr. Matheus Gonçalves (FitoVet Café), por toda a grande ajuda e pronta colaboração durante os trabalhos práticos realizados em campo.




Parabenizo o competente profissional Sr. Luiz Toshiba, responsável técnico comercial pela COMPO EXPERT na região de Machado (MG), pela iniciativa em levar novas técnicas e tecnologias para as aplicações de adjuvantes aos seus produtores clientes de soja, feijão, milho e café dessa importante região agrícola do Estado de Minas Gerais.



Pulverizador.com.br - Copyright © 2015


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18 outubro 2015

Treinamento em Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes: COMPO EXPERT & Revenda FitoVet (Machado - Minas Gerais).


Treinamento Avançado em Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes

Avaliação, Regulagem, Calibração e Monitoramento de Pulverizadores Tratorizados

COMPO EXPERT & Revenda FitoVet

Machado - Minas Gerais


Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.

Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br


Treinamento em tecnologia de aplicação de agroquímicos e adjuvantes ministrado para as competentes equipes das conceituadas empresas COMPO EXPERT e Revenda FitoVet, objetivando a capacitação na avaliação, regulagem, calibração e no monitoramento das aplicações com pulverizadores tratorizados montados, equipados com barras e bicos hidráulicos.




Durante os trabalhos práticos os profissionais das empresas COMPO, FitoVet e produtores clientes, acompanharam as apresentações dos efeitos de redução da deriva nas pulverizações pelos eficientes adjuvantes BASFOLIAR H-PLUS (pH entre 3 e 4) posicionados para as aplicações de herbicidas e F-PLUS (pH entre 5 e 6) recomendados para as aplicações de inseticidas e fungicidas.




Foram realizadas demonstrações de seleção de pontas de pulverização para condições meteorológicas favoráveis (baixas temperaturas e alta umidade) e pontas específicas para condições meteorológicas extremamente adversas (alta temperatura e baixa umidade relativa). 

Nas fotos abaixo o pulverizador tratorizado montado, equipado com pontas de pulverização de jato tipo cone vazio KGF CO-I 8001 (Laranja - ISO) aplicando o volume de calda de 100 litros/ha. Através da análise visual dos cartões sensíveis à água é possível constatar a grande densidade e excelente cobertura de gotas finas depositadas sobre os alvos.






Nas fotos abaixo, objetivando atender as necessidades de aplicações em volumes de 100 litros/hectare, em condições meteorológicas adversas, o pulverizador tratorizado montado foi equipado com pontas de pulverização Agrotop Airmix 11001 com sistema venturi (indução de ar de segunda geração), objetivando a produção de gotas grossas aeradas e um maior controle da deriva nas aplicações de agroquímicos.




Através da análise visual das deposições de gotas nos papeis sensíveis à água, foi possível constatar uma excelente cobertura de gotas com classificação de tamanhos "grossas para muito grossas", possibilitando aplicações seguras, com total controle da deriva, mesmo em situações meteorológicas extremamente adversas de altas temperaturas (acima de 30 graus), baixa umidade do ar (abaixo de 50%) e fortes rajadas de vento (até 25 km/h).






Atendendo as solicitações dos produtores dessa importante região agrícola, foram realizadas demonstrações de pulverização em maiores volumes de calda de 150 litros por hectare, com a máxima qualidade na deposição (densidade) de gotas sobre os alvos e o mínimo de perdas por evaporação e deriva.




Nas fotos abaixo, aplicando o maior volume de 150 litros por hectare, a ponta de pulverização de jato tipo cone vazio KGF CO-I 8001 (Laranja - ISO) conseguiu uma excelente cobertura de gotas sobre os papeis sensíveis à água. Através da análise visual dos cartões é possível constatar uma diminuição no DMV (Diâmetro Mediano Volumétrico) dessa pulverização, em função da maior vazão e maior pressão de trabalho.






Nas fotos abaixo, os resultados dos testes com as pontas de pulverização com indução de ar Agrotop Airmix 11001 (Laranja ISO), equipando o pulverizador tratorizado montado, aplicando na velocidade de 6 a 7 km/h, no volume de calda condicionada de 150 litros por hectare. Os trabalhos em campo foram realizados em condições meteorológicas adversas de baixa umidade relativa do ar (30-35 %), altas temperaturas (acima de 28 graus) e rajadas de vento entre 10 a 15 km/h.






As aplicações realizadas com as pontas de jato tipo cone vazio estão limitadas às melhores condições meteorológicas do dia, ou seja, antes das 9 horas da manhã e após as 16 horas, em função da produção de gotas finas e muito finas, muito suscetíveis às perdas por deriva e evaporação.




Parabenizo o competente profissional Sr. Luiz Toshiba, responsável técnico comercial pela COMPO EXPERT na região de Machado (MG), pela iniciativa em levar novas técnicas e tecnologias para as aplicações de adjuvantes aos seus produtores clientes de soja, feijão, milho e café dessa importante região agrícola do Estado de Minas Gerais.



Pulverizador.com.br - Copyright © 2015


Todos os direitos autorais sobre as marcas, obras ou criações de qualquer natureza disponibilizadas neste site, pertencem ao Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Jr, idealizador dos sites www.pulverizador.com.br, www.scribd.com/pulverizador e www.pulverizador.blogspot.com ou a terceiros que autorizaram o uso de sua propriedade intelectual. Sendo assim, é terminantemente vedada a distribuição, representação, publicação, uso comercial e/ou utilização de tais materiais, no todo ou em parte, sem a prévia e expressa autorização do Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Junior. A violação destes direitos é crime, e seu infrator está sujeito às penalidades legais previstas nas Leis 9.610/98 e 9.279/96 e no art. 184 do Código Penal Brasileiro, bem como ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados.

17 outubro 2015

Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos e as Boas Práticas Agrícolas (GlobalGAP).


Boas Práticas nas Pulverizações Agrícolas


Adequação dos pulverizadores e dos procedimentos operacionais de acordo com as normas internacionais do protocolo GlobalGAP (Boas Práticas Agrícolas).


Manoel Ibrain Lobo Junior
Engenheiro Agrônomo
Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br


Introdução

Sempre que o valor econômico da cultura esteja em risco devido ao ataque das plantas daninhas, insetos ou doenças fúngicas, será necessário a intervenção específica sobre esses fatores limitantes da produtividade, o que implicará no uso dos agroquímicos.

Através da implantação de normas e procedimentos operacionais baseados nos princípios de “Boas Práticas nas Pulverizações” será perfeitamente possível garantir que estes produtos químicos sejam transportados, manuseados, armazenados e utilizados da forma mais adequada e segura possível.



Pulverizador autopropelido John Deere 4730 regulado e calibrado para aplicar defensivos agrícolas em baixos volumes (< 50 litros/ha) com total controle da deriva, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de agroquímicos para a competente equipe técnica da conceituada empresa Sementes Adriana (Rondonópolis, Estado do Mato Grosso).



Aeronave agrícola Air Tractor 402 regulada e calibrada para aplicar defensivos agrícolas em baixo volume (< 10 litros/ha) com total controle da deriva, durante treinamento em tecnologia de aplicação aérea para a competente equipe técnica da conceituada empresa Sementes Adriana (Rondonópolis, Estado do Mato Grosso).


Dentre os muitos benefícios da implantação das “Boas Práticas nas Pulverizações” merecem destaque:
  • Respeito às legislações nacional e internacional;
  • Manutenção da confiança do consumidor na qualidade e segurança do alimento;
  • Minimização dos impactos negativos no meio ambiente, conservando a natureza e a vida selvagem;
  • Uso correto e seguro dos agroquímicos;
  • Aumento da eficiência do uso de recursos naturais;
  • Responsabilidade com a saúde e segurança do trabalhador;
  • Adequação das instalações (galpões, packing houses, etc);
  • Treinamento e capacitação de todos os funcionários e demais envolvidos no processo produtivo;
  • Criação de documentos de controle das etapas do processo produtivo.

As boas práticas aplicadas em todas as etapas do controle químico estarão beneficiando o meio ambiente, bem como a diversidade da flora e da fauna, uma vez que estes não se podem dissociar da agricultura.


Procedimentos Técnico-Operacionais para Aplicações de Defensivos Agrícolas com Qualidade Total.

Avaliação, Regulagem, Calibração e Monitoramento das Pulverizações.

Antes do início dos trabalhos de aplicação, durante os trabalhos e após os trabalhos de aplicação de agroquímicos, alguns cuidados são necessários para garantir a segurança e a eficiência do controle químico das doenças, insetos e plantas invasoras nas culturas:
  • Treinamento do operador e da equipe de apoio (preparo da calda) para a correta realização dos trabalhos de aplicação;
  • Escolha dos agroquímicos a serem aplicados;
  • Avaliação, regulagem e calibração dos pulverizadores;
  • Monitoramento das aplicações e da eficiência do efeito biológico sobre o alvo;
  • Descontaminação dos pulverizadores após o término das operações.

Dentre os maiores fatores limitantes de produtividade nas culturas comerciais no Brasil, os problemas fitossanitários sempre mereceram destaque, sendo responsáveis nas últimas safras por índices extremamente elevados de perdas (médias): 

a) Plantas Invasoras: 47%;
b) Insetos: 38%;
c) Doenças Fúngicas e Bacterianas: 56%.

Além da correta escolha dos agroquímicos (tipo, classe, formulação, dentre outras), as maneiras pelas quais os produtores estarão efetivamente reduzindo as perdas na produtividade pelos problemas fitossanitários serão através dos trabalhos de avaliações, regulagens, calibrações e dos monitoramentos das aplicações dos agroquímicos nas diversas culturas comerciais.

Resumidamente, essas etapas podem ser descritas:

Avaliação dos Pulverizadores: As avaliações consistem no trabalho de verificar o “estado” dos componentes (qualidade e quantidade) que fazem parte dos sistemas de pulverização: mangueiras, corpo de bicos, manômetros, abraçadeiras, conectores, filtros, válvulas, registros, dentre outros. Durante o trabalho de avaliação são identificados os componentes que apresentam defeitos e são feitas posteriormente recomendações de manutenção, consertos ou trocas.



Profissionais da Usina Coruripe Unidade Carneirinho (Carneirinho MG) realizando a avaliação dos componentes das barras de pulverização do pulverizador autopropelido Uniport 2000, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar.


Regulagem: É a correta formatação dos componentes do equipamento de aplicação, levando-se em consideração as características do alvo biológico nas culturas (forma de alimentação, localização, etc), o estágio fisiológico das culturas (índice de massa foliar), as condições meteorológicas dos locais da aplicação (temperatura, umidade, rajadas de vento, etc) e as características dos defensivos agrícolas a serem utilizados. Exemplo: Ajuste da velocidade operacional, tipos de pontas de pulverização, tamanhos de gotas, espaçamento entre bicos, altura da barra, dentre outras.



Profissionais da empresa Destilaria Pyles (Assis/Platina - São Paulo) instalando bicos (pontas) de pulverização no pulverizador de arrasto Cruzador 3000 Jacto, objetivando a realização de testes de deposição de gotas em papeis sensíveis à água, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação realizado em parceria com a conceituada empresa Dow AgroSciences.


Nas fotos abaixo os profissionais das conceituadas empresas Unapel New Holland / Cerrado Case e Comercial Agrícola São Gotardo (CASG - São Gotardo - MG) realizando a avaliação da velocidade operacional, vazão das pontas de pulverização e volume de aplicação do pulverizador autopropelido Patriot 350 Case, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação nas culturas do alho e da cenoura.






Calibração: É a verificação da vazão das pontas de pulverização, determinação do volume de aplicação e a quantidade do agroquímico a ser colocado no tanque do pulverizador.

Fotos abaixo, profissionais da empresa ETH UCP Odebrecht (Teodoro Sampaio - São Paulo) realizando as avaliações da pressão de trabalho e das vazões das pontas de pulverização instaladas nas seções da barra de pulverização utilizando um kit manômetro de bicos e um medidor eletrônico (fluxômetro), durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar.





Monitoramento: Levando-se em consideração que uma das principais causas da ocorrência de falhas nas aplicações de agroquímicos é o “desconhecimento do sistema de aplicação pelos operadores”, o trabalho de monitoramento periódico das pulverizações é extremamente necessário, pois objetiva a continuidade do padrão de qualidade estabelecido após as etapas anteriores.

Fotos abaixo, o monitoramento da aplicação de agroquímicos realizada pelo pulverizador tratorizado de arrasto K.O. 2000 litros, equipado com bicos (pontas) de pulverização KGF RDA 11001 (venturi - sistema de indução de ar), aplicando o volume de calda de 70 litros/ha, na velocidade operacional de 6,5 km/h (Três Corações - Minas Gerais).



  



Implementação das Boas Práticas nas Pulverizações

Representam benefícios inegáveis os resultados das aplicações de agroquímicos sobre a produção de alimentos (FAO), garantindo maior estabilidade na disponibilidade e algumas características de qualidade.  Entretanto, são grandes os riscos de ocorrência de possíveis problemas ocasionados por estes produtos, para a saúde humana e para o meio ambiente, caso o manuseio e a aplicação destes produtos sejam realizadas de forma inadequada.

A adoção de sistemas de aplicação de agroquímicos adequados às normas internacionais do protocolo GlobalGAP (Good Agricultural Practices Certification) e a contínua capacitação de toda a equipe de trabalho nos procedimentos operacionais de higiene e segurança (EPI, preparo da calda, descontaminação dos pulverizadores, etc) tem por objetivo básico assegurar a proteção integral do meio ambiente e de toda a equipe operacional, durante a execução dos serviços de pulverização.

São muitos os fatores de risco durante todas as etapas de aplicação dos agroquímicos: 

1) Aquisição dos Agroquímicos;
2) Transporte;
3) Armazenamento;
4) Equipamentos;
5) Preparo da Calda; 
6) Aplicação;
7) Descarte de Embalagens;
8) Descontaminação dos equipamentos de aplicação.
  

1) Aquisição dos Agroquímicos

Após a constatação da infestação das pragas, doenças e plantas invasoras na cultura, escolher o produto adequado para o controle químico. Na escolha do agroquímico mais adequado deve-se considerar se:
  • A incidência da doença ou praga justifica o uso de agroquímico;
  • A formulação do produto permite o uso no pulverizador ou outra máquina disponível;
  • Há possibilidade de se escolher um produto menos tóxico;
  • O uso de agroquímico não trará desequilíbrio na cultura;
  • Qual o intervalo mínimo entre a aplicação e a colheita;
  • O agroquímico é recomendado para aquela praga, doença ou erva daninha;
  • No caso do uso de dois produtos se são compatíveis.
  
2) Transporte dos Agroquímicos

Medidas de prevenção e segurança são necessárias durante o transporte dos agroquímicos objetivando diminuir os riscos de acidentes. Seguem alguns procedimentos básicos para o transporte de produtos fitossanitários:
  • As embalagens devem estar organizadas de forma segura no veículo e cobertas por uma lona impermeável, presa à carroceria;
  • Nunca transporte embalagens danificadas ou com vazamentos;
  • É proibido o transporte de produtos fitossanitários dentro das cabines ou na carroceria, quando esta transportar pessoas, animais, alimentos, rações ou medicamentos;
  • O transporte de produtos fitossanitários deve ser feito sempre com a nota fiscal do produto e o envelope de transporte;
  • O transportador deverá receber do expedidor (revendedor) as informações sobre o produto, o envelope para transporte e a ficha de emergência para transporte;
  • O Motorista deve ter habilitação especial (curso MOPP);
  • O Veículo deverá portar rótulos de riscos e painéis de segurança;
  • Kit de emergência contendo EPI - Equipamentos de proteção individual para motorista e ajudante, cones, fita zebrada, batoques, placas de sinalização, lanterna, pá, ferramentas etc. Também fica dispensada a exigência de limitações quanto ao itinerário.

3) Armazenamento dos Agroquímicos

Um local de armazenamento de agroquímicos organizado, limpo, padronizado, seguro e com funcionários treinados e conscientizados, leva a uma maior eficiência no manuseio dos agroquímicos e, consequentemente, maior qualidade nas atividades diárias e menores riscos de contaminação da equipe operacional e do meio ambiente.
  • O local de armazenamento dos agroquímicos deve estar construído de forma a cumprir a legislação em vigor a nível nacional, regional e local.
  • Deve ser estruturalmente firme e robusto. 
  • Deve estar construído de forma a que possa ser fechado à chave. 
  • Deve estar construído ou localizado de forma a proteger os produtos de temperaturas extremas. 
  • Deve construído com materiais resistentes ao fogo. 
  • Os agroquímicos devem ser armazenados em local com boa ventilação, livre de inundações e distante de residências, instalações para animais ou de locais onde se armazenam alimentos ou rações. 
  • Dispor de ventilação suficiente e constante com ar fresco para que não se acumulem vapores prejudiciais. 
  • Estar localizado num local separado e independente de outros materiais. 
  • Estar equipado com prateleiras feitas com materiais não absorventes para o caso de derrames (ex.: plástico rígido). 
  • Possuir tanques ou muros de retenção com capacidade de reter 110% do volume do depósito maior, assegurando que não ocorra qualquer derrame, infiltração ou contaminação. 
  • Os produtos devem ser devidamente agrupados em prateleiras, por classe de princípio ativo e toxicológica dentro da classe, nunca devem estar em contato direto com o piso e sempre apresentar os rótulos intactos.

4) Equipamentos e Tecnologia de Aplicação

Durante os trabalhos de controle químico, muitos fatores estarão interferindo nesse padrão de qualidade estabelecido pela correta formatação das pontas e pelo controle de tamanhos de gotas, como, por exemplo, as mudanças bruscas na velocidade operacional, a instabilidade das barras devido aos problemas com terrenos adversos, os entupimentos das pontas e bicos devido ao incorreto preparo da calda, dentre muitos outros problemas. Estimasse que no Brasil em média as perdas por evaporação e deriva nas pulverizações estão entre 30% a 40% do total aplicado pelos médios e pequenos produtores.

Foto abaixo: Pulverizador autopropelido aplicando herbicidas em altas velocidades, em altos volumes (> 150 litros/ha), em altas pressões operacionais, produzindo grande quantidade de gotas com classificação de tamanhos "Finas para Muito Finas", muito suscetíveis às perdas pela deriva e evaporação.




Nas fotos abaixo, exemplos de perdas por gotejamento que podem chegar a 10% do total a ser aplicado e pelo derrame da calda pela espuma, durante o preparo-reabastecimento, que podem chegar até 30% de perdas, do total a ser aplicado.






Na foto abaixo, um exemplo de obstrução do bico (ponta) de pulverização pela falta de limpeza, após as aplicações de agroquímicos nas formulações PM, WG, etc. Um bico obstruído poderá causar uma falha na faixa de aplicação de 10 a 15 cm, sem deposição de gotas sobre os alvos. Essa falha em 100 hectares aplicados, corresponde a uma área de 70 metros quadrados na cultura sem tratamento pelo agroquímico.




Avaliação dos Equipamentos de Aplicação:
  • Verificar a limpeza dos filtros (filtro principal, filtro de linha e filtro dos bicos);
  • Verificar se as mangueiras não estão furadas ou dobradas;
  • Verificar se o regulador de pressão está funcionando corretamente;
  • Verificar se as pontas são da mesma vazão e se não estão desgastadas ou obstruídas;
  • Verificar o funcionamento do manômetro e componentes;
  • Verificar o estado geral das barras de pulverização. 

Aplicações Práticas: Basicamente, para conseguirmos realizar a correta regulagem e a calibração dos pulverizadores, devemos estabelecer primeiramente uma velocidade operacional mais satisfatória para a condição do terreno da área de aplicação.

Para conhecermos a velocidade utilizamos a seguinte fórmula:

V = 180 / T

onde:

V = Velocidade operacional (Km/h)
180 = Constante da fórmula
T = Tempo do trator (c/ pulverizador) cronometrado em 50 metros, na marcha e velocidade específicas objetivando conseguir 540 RPM na tomada de força (sempre seguir a tabela do trator).

Uma vez estabelecida essa velocidade operacional e conhecendo-se os espaçamentos entre os bicos, que poderão ser de 35 cm, 40 cm e 50 cm, é possível calcular a vazão das pontas que possibilitarão aplicar o volume desejado através da seguinte fórmula:

Q (litros/minuto) = V (km/h) X E (cm) X A (litros/ha) / 60.000

onde:

Q = Vazão da ponta de pulverização (L/min)
V = Velocidade operacional (Km/h)
E = Espaçamento entre bicos (cm)
A = Volume de aplicação (Litros/hectare)
60.000 = Constante da fórmula

Após o cálculo para "descobrir" a vazão (Q) de cada ponta de pulverização que está instalada na barra do pulverizador, deve-se consultar as tabelas de bicos dos fabricantes para selecionar a ponta correta para a aplicação específica.

Por exemplo, na formatação de um pulverizador tratorizado para as aplicações de herbicidas, no volume de calda de 100 litros/ha, com espaçamento entre bicos de 50 cm, operando na velocidade de 7 km/h, seria necessário escolher uma ponta de pulverização, preferencialmente com indução de ar (sistema venturi), na vazão nominal de 0,58 litros/minuto, conforme cálculo abaixo:

Q = 7 x 50 x 100 / 60.000 = 0,58 litros/minuto/bico.

Na tabela abaixo, é possível visualizar a vazão de 0,59 litros/min na pressão de 3 bar, da ponta RDA 110015, como também as vazões próximas das pontas RDA 11001 (0,50) e RDA 11002 (0,45). A escolha mais correta, levando-se em consideração que as pontas venturi (primeira geração) produzem gotas grossas aeradas, seria pela ponta RDA 110015, pois a RDA 11001 estaria produzindo gotas muitos finas, em função da alta pressão e a RDA 11002 estaria produzindo gotas extremamente grossas, em função da baixa pressão operacional.




Ponta de Pulverização com Indução de Ar (Venturi) KGF RDA 11002


Seleção de Pontas de Pulverização

Atualmente, existem no mercado brasileiro, como também em muitos outros países, diferentes modelos de pontas de pulverização, sendo as pontas de jato tipo plano as mais comumente utilizadas nas aplicações terrestres. 

Dentre todos os tipos de pontas, merecem destaque as pontas de pulverização venturi, projetadas com sistema de indução de ar. A característica dessas pontas é a produção de gotas com classificação de tamanho “grossas e muito grossas”.

Nas fotos abaixo, profissionais das conceituadas empresas Fazenda Itamarati - Grupo André Maggi (Sapezal - Mato Grosso) e Bayer CropScience, realizando a avaliação visual da qualidade dos componentes das barras e a instalação de bicos (pontas) de pulverização durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de agroquímicos.







O sistema venturi dessas pontas possibilita a “mistura” do líquido com o ar, produzindo gotas aeradas, com excelente redução da deriva nas pulverizações. Essas pontas de pulverização venturi, desde que corretamente selecionadas, possibilitam aplicações de agroquímicos em baixos volumes (< 50 litros/ha), em situações adversas com rajadas de vento de até 30 km/h.

As pontas com indução de ar (venturi) são encontradas no mercado com jatos simples e duplos, porém é importante mencionar que um modelo de ponta pode ser fabricada com dois tipos de jatos de pulverização (simples e duplo) com a mesma vazão para uma mesma pressão operacional, mas os tamanhos de gotas produzidas serão diferentes devido à maior quebra das gotas pelos jatos duplos com orifícios elípticos menores.


Ponta de Pulverização com Indução de Ar (Venturi) KGF RDAD (Jato Plano Duplo)


Por exemplo, uma ponta venturi com jato simples na vazão 03 “azul” (0,3 GPM “Galões por Minuto”, com uma pressão de 2,8 Bar ou 40 PSI), aplicando 150 litros por hectare, estará produzindo gotas maiores que uma ponta venturi jato duplo, aplicando nas mesmas condições operacionais, porém com dois orifícios de vazão 015 (0,15 GPM).

Esse tipo de projeto de jato plano duplo venturi possibilita uma melhor distribuição de gotas sobre os alvos (pois “passa” duas vezes sobre o mesmo alvo) e maior penetração em culturas adensadas, em função das gotas menores produzidas e também pelo ângulo entre os jatos (60 graus) com excelente redução de perdas por deriva e evaporação.


5) Preparo da Calda de Agroquímicos

Dentre todas as etapas durante o processo de aplicação de agroquímicos, o preparo da calda é considerado uma das mais importantes, pois é determinante e diretamente responsável pela maior qualidade e melhor eficiência da solução química a ser aplicada. Estima-se que as perdas no Brasil durante o preparo da calda estão na ordem de 30% do total dos agroquímicos aplicados nas culturas comerciais.

De uma forma geral, para a maioria das formulações, realiza-se a adição direta do produto no tanque de pulverização através de indutores de agroquímicos ou através de pré-diluição. Nesse segundo caso são utilizados tanques de pré-mistura de agroquímicos, equipados com filtros de alta vazão, objetivando garantir a maior qualidade da calda, maior homogeneização entre os produtos, com menores riscos de entupimento dos bicos.

Fotos abaixo: Equipe de apoio e estrutura de reabastecimento das aeronaves agrícolas Air Tractor 502 utilizadas pela competente e capacitada equipe técnica da conceituada empresa GLOBO AVIAÇÃO AGRÍCOLA, durante treinamento técnico e monitoramento das aplicações aéreas de agroquímicos nas áreas de soja da conceituada empresa Agrinvest Brasil S.A. - Ridgefield Capital, em Balsas (Maranhão).







Durante o processo do preparo da calda alguns cuidados são fundamentais, tais como:
  • Utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) em todas as etapas da preparação da calda de agroquímicos;
  • Utilizar água limpa nas pulverizações ou sistemas de filtragem (qualidade física) e produtos condicionadores (qualidade química) que possibilitem garantir a maior qualidade da calda e melhor solubilidade dos agroquímicos. 
  • Preparar a calda de agroquímicos em local fresco e ventilado, sempre realizando as operações de preparo e reabastecimento em cima de lonas impermeáveis (com bordas infláveis), protegendo o solo de eventuais derramamentos de calda, evitando a contaminação;
  • As instruções presentes nos rótulos do produto devem ser seguidas corretamente;
  • Durante o preparo da calda, evitar inalação, respingo e contato com os produtos;
  • Nunca beber, comer ou fumar durante o manuseio dos agroquímicos;
  • A embalagem deverá ser aberta com cuidado para evitar derramamento do produto;
  • Fazer a lavagem das embalagens vazias (Tríplice) logo após o esvaziamento das mesmas, longe de locais que possam ser contaminados e causem riscos à saúde das pessoas.

6) Aplicação dos Agroquímicos

Durante as aplicações:
  • Aplicar os agroquímicos nas horas mais frescas do dia;
  • Pessoas que não estiverem com EPI devem ficar afastadas para prevenir contaminações;
  • Manter a velocidade sempre constante do trator (com o pulverizador) durante as aplicações;
  • Durante a recarga da calda de agroquímicos, verificar se existem bicos entupidos ou vazamentos no equipamento;
  • Nunca aplicar em situações de vento muito forte, evitando contaminar lavouras vizinhas e áreas sensíveis próximas da área de aplicação.

7) Descarte de Embalagens

Pela legislação em vigor, torna-se obrigatório o recolhimento das embalagens vazias por uma unidade de recebimento autorizada pelos órgãos ambientais. Antes do recolhimento é obrigatório que o agricultor efetue a tríplice lavagem inutilizando-os com furos nos tipos de embalagens que permitirem esta prática, enquanto, as embalagens não laváveis devem permanecer intactas, adequadamente tampadas e sem vazamentos. 

As embalagens vazias devem ser acondicionadas em saco plástico padronizado que deve ser fornecido pelo revendedor. Dentro do prazo de até 1 ano, essas embalagens deverão ser entregues em um posto de recebimento cadastrado. O agricultor deverá receber um comprovante de entrega que deve ser guardado com a nota fiscal do produto. Caberá ao fabricante ou seu representante legal providenciar o recolhimento de todo o material depositado no posto de recebimento.


8) Descontaminação dos Equipamentos e o Destino Final de Sobras e Resíduos de Agroquímicos

A aplicação de um produto fitossanitário deve ser planejada de modo a evitar desperdícios e sobras. Para isto, é necessário calcular de maneira precisa a correta dose a ser aplicada em função da área a ser tratada.

O que fazer com a sobra da calda no tanque do pulverizador?
  • Volume da calda deve ser calculado adequadamente para evitar grandes sobras no final de uma jornada de trabalho;
  • Pequeno volume de calda que sobrar no tanque do pulverizador deve ser diluído em água e aplicado nas bordaduras da área tratada ou nos carreadores;
  • Se o produto que estiver sendo aplicado for um herbicida o repasse em áreas tratadas poderá causar fitotoxicidade e deve ser evitado;
  • Nunca jogue sobras ou restos de produtos em rios, lagos ou demais coleções de água.
O que fazer com a sobra do produto concentrado?
  • O produto concentrado deve ser mantido em sua embalagem original;
  • Certifique-se de que a embalagem está fechada adequadamente;
  • Armazene a embalagem em local seguro.

A descontaminação dos equipamentos de aplicação

A manutenção e a limpeza dos pulverizadores devem ser realizadas ao final de cada dia de trabalho ou a cada recarga com outro tipo de produto, tomando os seguintes cuidados:

  • Utilizar os EPIs recomendados para cada operação específica;
  • Após o uso, certificar de que toda a calda do produto foi aplicada no local recomendado;
  • Junto com a água de limpeza, colocar detergentes ou outros produtos recomendados pelos fabricantes;
  • Repetir o processo de lavagem com água e com o detergente por no mínimo, mais duas vezes;
  • Desmontar os componentes dos corpos de bicos (válvula anti-gotejo, capas, filtros e pontas), colocando-os em um balde com água;
  • Limpar também o reservatório de agroquímicos;
  • Verificar se há vazamento na bomba, nas conexões, nas mangueiras, registros e bicos, dentre outros componentes do sistema de pulverização.


Informações Profissionais:

Manoel Ibrain Lobo Jr .'. é Engenheiro Agrônomo, consultor em tecnologia de aplicação de agroquímicos, ministrando cursos, treinamentos, palestras e realizando avaliações de pulverizadores autopropelidos, pulverizadores tratorizados, turbo-atomizadores e bicos de pulverização para revendas agropecuárias, cooperativas agrícolas, usinas de cana-de-açúcar e outras empresas da área agrícola.

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